Dessas coisas que são tão minhas que prefiro guardar no fundo do peito e não contar a ninguém, faço também o máximo de esforço para que não escapem por entre os dedos, teimosos que são.
Mas dados os últimos (e também primeiros) acontecimentos, comecei a pensar nessa espécie de amor que me surgiu, e que mesmo sem perceber passou-se tanto tempo depois daquele em que desacreditada das pessoas e esperas não saía mais não falava mais não chorava mais sequer e agora de repente aqui outra vez, formulando teorias, esboçando planos, combinações astrais, esquecida de que em algum tempo já estive tão desestimulada e totalmente tomada por decepções, sem nenhum afeto alheio e pós-tudo, que tenho até pensado: vou tentar.
Dessas tentativas que te tiram o sono e até a vontade de comer, porque fico tão interessada em conversas e descobertas, quero cada pedaço dessa relação, onde cada minuto é a coisa mais importante do mundo e mesmo a maior tristeza que possa sentir é disfarçada de uma imensa alegria, que me toma mais e mais, dia após dia.
"Sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor."
Eu não sei, você sabe?
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