- E o que te deu toda essa certeza de que este era mesmo o caminho certo pra seguir?
- Você.
- Me mostra então, que não sei.
- Ah, como assim? Você não tinha também segurança disso?
- Às vezes. Pensava em como desejava que tudo fosse como naquele dia, naquela noite. Essa era a única exatidão, em mim.
- Vai ser, ainda.
- Não, já é.
- Falava sobre tudo ser como naqueles dias. Ainda serão, todos eles.
- (silêncio).
- Eu também senti a sua falta. Sinto todos os dias, o tempo todo. Do teu corpo quente, da tua risada contagiante, dos teus olhos.
- Depois que você partiu eles deram pra ficar acizentados. Um verde assim meio incompreendido. Caminhei por entre os dias sem vontade, triste, desvairada; esperando você vir me salvar com alguma carta na manga, mesmo sabendo que não viria. Espero ainda.
- Distante de você, me dei conta do quanto preciso disso tudo.
- Me sentia completa ao seu lado, com você pra falar comigo, pra mudar sempre os ares, os rumos, ou qualquer coisa que construíssemos.
- Você trouxe de volta o calor à minha vida.
- Você é um incendiário todo em mim, uma lareira que não cessa. Chama inteiramente viva. Meu medo é às vezes, me queimar. Deixar que você me consuma inteira, sem nem restar ar pra respirar.
- Meu medo, era você nutrir esse temor, e fugir. Como das outras vezes. E voltar somente quando quisesse, se é que voltarias. Sabendo que eu aceitaria tudo novamente, sem mais explicações e delongas, te querendo como nunca.
- Aqui estamos nós, no ponto de onde não saímos nunca. Eu inconstante, você firme. É um impasse e tanto, divisível, mas não é tortuoso. Porque sei que daqui uns dias quando baixar em mim aquela tristeza de quem sente uma falta inconsolável de algo que não pode ter, você vai vir com alguma surpresa impetuosa, e eu vou rir, até que esqueça tudo, e volte a te amar da forma mais bonita que conseguir.
- Verdade, sim. Mas logo você está aqui, e tudo muda. Diremos o que sentimos novamente, um ao outro, e nos teremos por completo.
- É tudo o que precisamos: as cartas na mesa, os dados rolando, e alguns mergulhos nessa nossa imoralidade.
- Se você estiver preparada pro jogo começar, venha então. Te prometo deixar submergir, e até mesmo, te acompanhar nessa confusão toda.
- Promete mesmo? Com direito a maçãs e tudo?
- Com maçãs, café da manhã na cama, beijos o tempo todo, com aquário de peixinhos pequenos e até mesmo, elefantes. Mas sem coletes, ou bóias, que te salvo quando necessário.
- Você.
- Me mostra então, que não sei.
- Ah, como assim? Você não tinha também segurança disso?
- Às vezes. Pensava em como desejava que tudo fosse como naquele dia, naquela noite. Essa era a única exatidão, em mim.
- Vai ser, ainda.
- Não, já é.
- Falava sobre tudo ser como naqueles dias. Ainda serão, todos eles.
- (silêncio).
- Eu também senti a sua falta. Sinto todos os dias, o tempo todo. Do teu corpo quente, da tua risada contagiante, dos teus olhos.
- Depois que você partiu eles deram pra ficar acizentados. Um verde assim meio incompreendido. Caminhei por entre os dias sem vontade, triste, desvairada; esperando você vir me salvar com alguma carta na manga, mesmo sabendo que não viria. Espero ainda.
- Distante de você, me dei conta do quanto preciso disso tudo.
- Me sentia completa ao seu lado, com você pra falar comigo, pra mudar sempre os ares, os rumos, ou qualquer coisa que construíssemos.
- Você trouxe de volta o calor à minha vida.
- Você é um incendiário todo em mim, uma lareira que não cessa. Chama inteiramente viva. Meu medo é às vezes, me queimar. Deixar que você me consuma inteira, sem nem restar ar pra respirar.
- Meu medo, era você nutrir esse temor, e fugir. Como das outras vezes. E voltar somente quando quisesse, se é que voltarias. Sabendo que eu aceitaria tudo novamente, sem mais explicações e delongas, te querendo como nunca.
- Aqui estamos nós, no ponto de onde não saímos nunca. Eu inconstante, você firme. É um impasse e tanto, divisível, mas não é tortuoso. Porque sei que daqui uns dias quando baixar em mim aquela tristeza de quem sente uma falta inconsolável de algo que não pode ter, você vai vir com alguma surpresa impetuosa, e eu vou rir, até que esqueça tudo, e volte a te amar da forma mais bonita que conseguir.
- Verdade, sim. Mas logo você está aqui, e tudo muda. Diremos o que sentimos novamente, um ao outro, e nos teremos por completo.
- É tudo o que precisamos: as cartas na mesa, os dados rolando, e alguns mergulhos nessa nossa imoralidade.
- Se você estiver preparada pro jogo começar, venha então. Te prometo deixar submergir, e até mesmo, te acompanhar nessa confusão toda.
- Promete mesmo? Com direito a maçãs e tudo?
- Com maçãs, café da manhã na cama, beijos o tempo todo, com aquário de peixinhos pequenos e até mesmo, elefantes. Mas sem coletes, ou bóias, que te salvo quando necessário.
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